Mostrar mensagens com a etiqueta Para ecoar. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Para ecoar. Mostrar todas as mensagens

domingo, 24 de junho de 2007

Tão só e 'complexamente'

As observações e as vivências do solitário que só fala consigo próprio são simultaneamente mais indistintas e intensas do que as do homem social e os seus pensamentos são mais graves, mais fantasiosos e nunca sem uma coloração de melancolia. Imagens e impressões que outros poriam naturalmente de lado após um olhar, um sorriso, um comentário, ocupam-no mais do que é devido, tornam-se profundas no silêncio, ganham significado, transformam-se em acontecimento, aventura, emoção. A solidão cria o original, o belo ousado e estranho cria a poesia. Mas cria também o distorcido, o desproporcionado, o absurdo e o proibido.
Thomas Mann, in "Morte em Veneza"

sábado, 23 de junho de 2007

Sobre: serenidade

A serenidade não é feita nem de troça nem de narcisismo, é conhecimento supremo e amor, afirmação da realidade, atenção desperta junto à borda dos grandes fundos e de todos os abismos; é uma virtude dos santos e dos cavaleiros, é indestrutível e cresce com a idade e a aproximação da morte. É o segredo da beleza e a verdadeira substância de toda a arte. O poeta que celebra, na dança dos seus versos, as magnificências e os terrores da vida, o músico que lhes dá os tons de duma pura presença, trazem-nos a luz; aumentam a alegria e a clareza sobre a Terra, mesmo se primeiro nos fazem passar por lágrimas e emoções dolorosas. Talvez o poeta cujos versos nos encantam tenha sido um triste solitário, e o músico um sonhador melancólico: isso não impede que as suas obras participem da serenidade dos deuses e das estrelas. O que eles nos dão, não são mais as suas trevas, a sua dor ou o seu medo, é uma gota de luz pura, de eterna serenidade. Mesmo quando povos inteiros, línguas inteiras, procuram explorar as profundezas cósmicas em mitos, cosmogonias, religiões, o último e supremo termo que poderão atingir é essa serenidade.
Hermann Hesse, in 'O Jogo das Contas de Vidro'

domingo, 10 de junho de 2007

Everlasting

... On the ways of your desire You always find a way ...
... And thru it all Into us all you move ...
... Forgotten touch Forbidden thought We can never have enough ...

domingo, 27 de maio de 2007

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Quero Aprender

"O essencial, com efeito, na educação, não é a doutrina ensinada, é o despertar"
Renan, Ernest

domingo, 29 de abril de 2007

Jogo dos Vivos

Qualquer jogo para que seja envolvente necessita de ser desafiante, de alguma componente competitiva, de trazer ou proporcionar algo de novo, inesperado, que implique um mínimo de esforço para que nos recompense com sucesso. Imagine-se o que seria jogar um jogo de perguntas sabendo todas as respostas. Sem o desafio de falhar ou de competir com alguém por uma pontuação (por exemplo), tornar-se-ia um simples exercício de memória, e sem o desafio do esquecimento, seria um exercício de pura repetição da memória.
Imagine-se: quem viria encarnar no planeta Terra, experienciar a vida humana, se já tivésse obtido todas as respostas a todas as perguntas e mistérios possíveis? O que haveria a descobrir aqui se já tudo se soubésse, se tudo já fosse adquirido? Qual o propósito de encarnar repetidamente, em condições semelhantes? Certamente haverão ainda muitas coisas para se descobrir, e por muitos seres pelos vistos, ou não seria este um planeta tão habitado.
Sejam bem vindos então ao Jogo dos Vivos. O seu objectivo é viver até morrer, tendo o jogador possibilidade de prolongar ou reduzir o seu tempo de estadia. Aqui poderão experienciar a felicidade e a infelicidade, a dor e o prazer, o acordar e o adormecer, entre tantas outras coisas. Esperamos que se divirtam e que aproveitem ao máximo o que o Jogo tem para vos oferecer.
Ps: Se tiverem alguma dúvida quanto ao regulamento, escrevam à vossa mente/humanidade/divindade/demoneidade a pergunta pretendida, e aguardem a(s) resposta(s), sob variadas formas *.
* Dependendo da capacidade pessoal de discernimento visual e inteligível, a resposta pode ser (mal) interpretada como lhe convier.

terça-feira, 24 de abril de 2007

Water healing

http://www.sakthifoundation.org/Water_Healing.htm
Paralém de ser das coisas mais bonitas, dá que pensar...

Alternativo (ou Consciente?)

Eu acredito noutras formas terapeuticas paralém da tradicional. É claro que há muita coisa falsa, que existe apenas por oposição, aproveitando-se e apoiando-se em gente que se afirma pelo lado "alternativo" e por aí se limita. O simples facto de recorrer a métodos naturais, ou aparentemente, também não significa que é "bom" nem que é "melhor". Depende do que se trata e do fim a que se aplica. Acredito em muita coisa que se diz "fora do normal" e acho mesmo que há uma certa necessidade em procurar métodos alternativos à medicina tradicional; mas não precisamos ir em todas as tretas... E quando digo que acredito, falo numa certa curiosidade que tenho em relação a tudo o que se passa a minha volta. "Acredito" sim, que se deve pesquisar, 'estudar' ou aprofundar os assuntos assim que nos é despertado o interesse. Só ganhamos com isso.

A Senhora Atitude

A diferença entre uma atitude positiva e o pensamento positivo é que uma atitude positiva é aquela que aceita os acontecimentos, mesmo quando não são os que se desejava, mas mantem-se focada nas metas a alcançar. Assim, busca a realização do objetivo e observa o que está a acontecer para aprender o que fazer e o que não fazer, o que funciona e o que lhe é inútil. Tomar uma atitude positiva é admitir o que está a acontecer neste momento, seja uma decepção amorosa, solidão, o ciúme que provoca destruição ou, o que não quero experienciar novamente. Reconhecer o momento difícil, aceitá-lo, sem se deixar levar por ele é fundamental para a atitude positiva. Assim, arranja estratégias que vão permitir que sejam alcançadas as metas pretendidas sem se deixar abater pelos aparentes fracassos.Neste caso, o pensamento positivo pode ser uma ferramenta poderosa se aliado à atitude positiva. Permite que se observe o movimento interno do que transforma as situações emocionalmente, em raiva, ressentimento, rejeição, invertendo este processo. Desta forma, aprendemos a habilidade de estar acima de tais emoções negativas, gerando o que desejamos produzir na nossa vida. Por isso a observação é a chave para deixar ir embora o que não interessa. A atitude positiva não acredita na 'sombra', pois sabe que a escuridão é apenas ausência de luz. Não julga, não condena, não critica. Nem se deixa ir pela culpa ou pelo ressentimento. Não nega o sentimento que se apresenta, seja qual for. Em vez de reagir, observa. Percebe a negatividade sem se deixar envolver por ela. Aprende a não se deixar dominar pelas emoções do momento. Tomar uma atitude positiva permite a observação que reconhece e diz para si próprio: “Ah, lá vens tu outra vez... Vamos observar o que queres fazer”. Desta forma, é neutralizada a raiva, que escapa do processo reactivo que gera o ciúme e não se transforma, mais uma vez, em vítima de si próprio. Sem resistir ou se querer ver livre dos sentimentos que incomodam, a atitude positiva diz: “repara no que a insegurança produz”, “consigo ver o gatilho que faz explodir esta crise de ciúmes", tomando uma posição neutra. Abre-se para uma nova percepção e uma consequente mudança de comportamento.

segunda-feira, 23 de abril de 2007

O Controle do Suportável

Tudo o que acontece, acontece de sorte que naturalmente o podes suportar ou naturalmente o não podes suportar; não protestes, mas, enquanto te for possível, suporta-o. Se ao invés é coisa que naturalmente és capaz de suportar, não reguingues, senão mais depressa dás com tudo em terra. Lembra-te, todavia, que és naturalmente capaz de suportar tudo o que de ti depende tornar suportável e tolerável; basta que consideres que é o teu interesse ou o teu dever a impor-te esse trabalho.
Marco Aurélio, in 'Pensamentos'